O projeto Yẽgatu Digital implanta e co-desenvolve ferramentas de escrita digital para promover o uso digital da língua Yẽgatu em comunidades Baré na Amazônia. O povo indígena Baré compreende cerca de 10.000 pessoas em 150 comunidades no extremo noroeste do Brasil (Alto do Rio Negro).

Em uma visita em 2024, duas comunidades, Juruti e Tabocal dos Pereira, se voluntariaram para fazer um projeto piloto em 2025 usando ferramentas digitais da IBM Research em salas de aula. Essas são comunidades bilíngues com boas escolas que estão lidando com a chegada da Internet rápida. Professores e líderes comunitários estão trabalhando com a IBM e a Universidade de São Paulo para melhorar, evoluir e encontrar maneiras de usar as ferramentas nas escolas.

Salas de aula digitais em Tabocal dos Pereira and Juruti, São Gabriel da Cachoeira, Amazônia.

A Universidade de São Paulo (USP) através do Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM) estabeleceu uma parceria em maio de 2025 com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), uma das maiores organizações indígenas da Amazônia, para apoiar a execuação e expansão do projeto Yẽgatu Digital. O acordo inclui também o apoio do Centro de Inteligência Artificial da USP (C4AI), da IBM Research Brasil e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) através do C4AI.

O Yẽgatu Digital começou em julho de 2025 em 2 escolas com salas de aula digitais onde as ferramentas digitais serão utilizadas. O projeto adaptou duas salas de aula das comunidades de Juruti e Tabocal do Pereira com internet rápida dedicada, equipamentos de videoconferência e tablets para os alunos, usando equipamentos adquiridos por meio de uma doação privada e que serão mantidos pelo projeto. As salas de aula digitais também podem ser usadas para outras atividades de ensino a distância, como programas de alfabetização digital, treinamento técnico e programas voltados para adultos. As oficinas com os alunos das escolas locais começaram em agosto de 2025.